Detecção de rearranjos de NTRK1 – FISH ou CISH Você escolhe!

Detecção de rearranjos de NTRK1 – FISH ou CISH Você escolhe!

As proteínas de fusão TRK são desencadeadores oncogênicos que ocorrem em uma ampla gama de tipos tumorais e com frequência variável, tanto em pacientes pediátricos quanto em adultos. Os três genes da família do NTRK (NTRK1, NTRK2 e NTRK3) possuem papéis importantes no desenvolvimento neuronal, sobrevivência e proliferação celular. Alterações gênicas como mutações ou hiperexpressão podem ser encontradas, porém as fusões envolvendo o NTRK são o mecanismo mais comum de ativação oncogênica.

Relevância clínica

O NTRK1 (recetor neurotrófico tirosina quinase tipo 1; TRKA; TRK) codifica um receptor de tirosina quinase (TK) para o receptor de crescimento do nervo (NGF). O gene NTRK1 encontra-se rearranjado em cerca de 12% dos casos de carcinoma papilífero de tireóide que representam aproximadamente 80% de todos os cânceres da tiroide.

Os rearranjos do NTRK1 resultam na fusão da extremidade 3‘ do gene NTRK1 com a extremidade 5‘ de diferentes genes ativadores (TPM3, TPR ou TFG). Todos os genes de fusão codificam proteínas hibridas, comprometendo o domínio TK do NTRK1 e o terminal-N das proteínas parceiras. Foi demonstrado que os rearranjos do NTRK1 estão envolvidos na carcinogenese da tiroide. Diversos estudos demonstraram que rearranjos do NTRK1 podem estar associados a pior evolução clínica quando comparados com os sem rearranjos. Recentemente foram também encontrados rearranjos do NTRK1 em adenocarcinomas do pulmão.

Vários inibidores direcionados às proteínas de fusão derivadas do NTRK1 mostraram inibir in vitro a proliferação de células que expressam os genes de fusão. Isto indica que estes genes de fusão são potenciais alvos terapêuticos. Assim, a detecção de rearranjos do NTRK1 representa uma ferramenta útil no estudo da carcinogenese da tiroide e pode ter significado prognóstico e terapêutico.  

HIBRIDIZAÇÃO IN SITU PARA NTRK1

A sonda para NTRK1 Break Apart 2C SPEC é utilizada para a detecção qualitativa das translocações envolvendo a região cromossômica 1q23.1 que abriga o gene NTRK1 em amostras de tecido fixadas em formol e emblocadas em parafina.  Mais de 40 parceiros genéticos diferentes do NTRK1 foram descritos em uma variedade diversificada de tipos de tumores, incluindo, por exemplo, carcinoma papilífero de tireóide, câncer de pulmão, sarcomas entre outras neoplasias. O tratamento de pacientes com câncer com fusão de NTRK1, 2 ou 3 com um inibidor NTRK, como os medicamentos aprovados pela FDA larotrectinib ou entrectinib, está associado com altas taxas de resposta, independentemente da fusão do gene NTRK e tipo de tumor.

A interpretação dos resultados deve ser realizada por um profissional qualificado no âmbito do contexto do histórico do paciente relacionado a outros dados clínicos e patológicos.

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