Janeiro Verde – Mês de Combate ao Câncer de Colo de Útero

Janeiro Verde – Mês de Combate ao Câncer de Colo de Útero

E neste mês de janeiro nossa causa é o câncer de colo de útero. A doença é a terceira mais frequente em mulheres, ficando atrás apenas do câncer de mama e colorretal, e a quarta que mais mata pacientes do sexo feminino.

Nosso destaque do mês em imuno-histoquimica é para o anticorpo ANTI-P16

O p16, também conhecido como p16INK4a, um inibidor de quinase dependente de ciclina 2A (CDKN2A), é uma proteína supressora de tumor, que em humanos é codificada pelo gene CDKN2A no cromossomo 9p21. p16 e desempenha um papel importante na regulação do ciclo celular.

O aumento da expressão do gene p16, que é visto à medida que os organismos envelhecem, reduz a proliferação de células-tronco. Essa redução na divisão e produção de células-tronco protege contra o câncer e aumenta os riscos associados à senescência celular. Quando superexpressa, a proteína é detectada no núcleo e no citoplasma.

EM NEOPLASIAS

As mutações no gene p16 – associadas à perda ou superexpressão da proteína – estão associadas ao risco aumentado de uma ampla gama de cânceres e lesões precursoras do câncer. A identificação por imuno-histoquímica de p16 é particularmente relevante em lesões cervicais uterinas: o desenvolvimento de displasia está intimamente relacionado à infecção pelo vírus do papiloma humano (HPV). Dois oncogenes virais, E6 e E7, interagem com várias proteínas reguladoras do ciclo celular.

A infecção pelo HPV induz a liberação de E2F através da ligação da oncoproteína E7 a pRb, impedindo a ação da proteína p16, que se acumula no núcleo e citoplasma da célula.

Desta forma, a super expressão da p16 serve como um marcador da inativação da pRb. Esta expressão tende a aumentar de acordo com grau de neoplasia, apontando para uma possível utilidade no diagnóstico das NIC. Uma expressão aumentada também é geralmente é encontrada em adenocarcinoma cervical e adenocarcinoma in situ.

APLICAÇÃO

A detecção de p16 é particularmente utilizada na classificação de displasia cervical e no diagnóstico diferencial de adenocarcinoma cervical versus adenocarcinoma endometrial (que geralmente é p16 negativo).

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